Barulho.
Um carro a arrancar sem olhar para trás.
Uma cabeça cheia de preocupações.
O desabafo de um amigo.
Dois pontos e travessão.
Uma rua movimentada.
Uma criança a chorar.
Uma música sem fim.
Um riso musical.
Um grito.
Silêncio.
Um momento que passa.
As palavras que fogem.
O campo e as árvores.
Um pensamento.
O fundo do mar.
Um ponto final.
A solidão.
Um beijo.
A calma.
A noite.
Por agora, preciso de um pouco de silêncio, mas com algum barulho de fundo...
Pode ser?
E porque o mundo é feito de antíteses:
ResponderEliminarO calor de duas sombras, o frio de uma só.
O silêncio do branco e a sonoridade do preto.
Um sol de alegria e uma gota de tristeza.
O querer o tudo e o nada.
Existir sem ser.
E neste contínuo nada
Onde tu e eu existimos
O calor das nossas sombras,
as palavras que trocamos,
os gestos mútuos despercebidos,
são para mim o mais puro dos nadas...
Renuncio ao Som...
Quão mais belo é percebê-lo em ti...
E assim cada gesto,
cada momento passado,
cada palavra fugitiva
são em ti a mais silenciosa das melodias...
"Quero pois este silêncio...
mas com algum barulho de fundo
Pode ser?"
Txi, com o pessoal assim a aumentar o nível dos comentários começa a ser complicado uma simples mortal dizer de sua justiça :)
ResponderEliminarFalsa dicotomia, acho que percebo, a unidade do mundo e a impossibilidade de querer alguma coisa sem conhecer o seu contrário... e a impossibilidade também de existir sem contrastes! e sem contradições...
:) *