Sempre gostei de ser diferente. Orgulhava-me de escrever com a mão esquerda e adorava vestir-me de forma original. Aborrecia-me ter um nome tão comum e repetido. Queria ser diferente, original, única! Como poderia alguém querer ser normal, quando havia a oportunidade de ser diferente, marcar de alguma forma a vida das outras pessoas e justificar, assim, a sua existência? Porque quereria alguém ser igual a todos os outros? Fazer o que os outros fazem? Ser como os outros?
Sempre me orgulhei de conseguir conciliar dois mundos tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão importantes para mim.
Por um lado, a dança, o teatro, a música, os dias na academia, os sábados, as saladas e as batatas fritas, os amigos, os ensaios e os espectáculos...
Por outro lado, a escola, as semanas de aulas repletas de testes a ansiar pelo fim-de-semana e pelas tardes livres, as guerras de balões de água, os amigos de infância (ou quase), os trabalhos de grupo, as tentativas de estudar em grupo, os desabafos.
Mas a verdade é que chegamos a um ponto em que repensamos tudo o que fizemos (e o que não fizemos) e pergunto-me, agora, se valerá a pena continuar, se será realmente tão bom ser diferente. Olho à minha volta e já não consigo distinguir as vantagens de não ser igual aos outros.
Pergunto-me se valerão a pena as dificuldades, as privações, as críticas (mesmo que estas se tornem elogios depois de muito trabalho), o cansaço, os momentos maus, o suor e as lágrimas que teimam em cair.
É verdade que a recompensa não poderia ser melhor. Graças a isto tive alguns dos melhores momentos da minha vida e fiz amigos fantásticos. E, realmente, o palco é o lugar onde me sinto em casa, mas...
Reconheço as minhas limitações e os meus fracassos, mas não quero ficar por aqui. Só que já não sei o que fazer. Estou tão perdida...
Será que é este o caminho ou estarei a seguir a direcção errada (ou será o sentido) ? Como poderei saber?

Por um lado, a dança, o teatro, a música, os dias na academia, os sábados, as saladas e as batatas fritas, os amigos, os ensaios e os espectáculos...
Por outro lado, a escola, as semanas de aulas repletas de testes a ansiar pelo fim-de-semana e pelas tardes livres, as guerras de balões de água, os amigos de infância (ou quase), os trabalhos de grupo, as tentativas de estudar em grupo, os desabafos.
Mas a verdade é que chegamos a um ponto em que repensamos tudo o que fizemos (e o que não fizemos) e pergunto-me, agora, se valerá a pena continuar, se será realmente tão bom ser diferente. Olho à minha volta e já não consigo distinguir as vantagens de não ser igual aos outros.
Pergunto-me se valerão a pena as dificuldades, as privações, as críticas (mesmo que estas se tornem elogios depois de muito trabalho), o cansaço, os momentos maus, o suor e as lágrimas que teimam em cair.
É verdade que a recompensa não poderia ser melhor. Graças a isto tive alguns dos melhores momentos da minha vida e fiz amigos fantásticos. E, realmente, o palco é o lugar onde me sinto em casa, mas...
Reconheço as minhas limitações e os meus fracassos, mas não quero ficar por aqui. Só que já não sei o que fazer. Estou tão perdida...
Será que é este o caminho ou estarei a seguir a direcção errada (ou será o sentido) ? Como poderei saber?


